domingo, 9 de maio de 2010

Os pretos e os brancos

No princípio era a Cor... o Caos coloria-se em uma exuberância de diferentes tons e nuances, emaranhando-se em um novelo até o momento em que as Cores começaram a separar-se, definir-se e fazer suas próprias criações. Alguns tons formaram uma imensa bola marrom que se transformou no atual conhecido planeta Terra. O verde e suas nuances cobriram então o solo do planeta. Ainda meio misturado com o azul formou os oceanos e todas as águas. Porém fora daquela imensa bola e ao seu redor a supremacia foi toda do azul. Um pouco mais claro aqui mais escuro acolá e surgia o Céu. O amarelo criou estrelas brilhantes que flutuaram na imensidão. Amarelou tanto que ficou dourado e então surgiu o Sol, a estrela que aqueceu e vivificou tudo com seus raios de luz. Sim, porque o amarelo foi quem deu a luz. Vermelhos, encarnados, escarlates e violáceos tingiram a aurora no instante em que o Sol surgia no horizonte da Terra. Houve um momento em que as Cores separaram-se e alinharam-se no Céu logo depois da chuva, para logo em seguida esmaecer e aos poucos retornar aos seus próprios lugares. Era o arco-íris, ainda como o conhecemos hoje. E, como que para celebrar a harmonia, cada uma das cores, tons e nuances teceram as flores. Quiseram então superar-se nas mais diversas e inusitadas formas coloridas que alegram a vida e a morte no planeta. Quando resolveram criar formas livres surgiram os animais, mas já um tanto cansadas esmeraram-se mais nas formas do que no colorido. São muitas as formas animais que habitam a Terra. A última criação das Cores foram os seres humanos. E por estarem assim, meio que entediadas, criaram o homem e a mulher de tamanhos e formas variáveis dentro de um mesmo padrão, porém sem cores: Uns brancos outros pretos, um pouco mais, um pouco menos, uns pardos, outros tendendo para o amarelo, nada muito significativo. Nenhum melhor que o outro, nem mais exuberante.

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