Se eu fosse criança outra vez me lambuzava no pó mágico de Peter Pan
voaria com ele pro mundo da lua só pra galopar no cavalo de São Jorge
Se eu fosse criança outra vez pegava carona no redemoinho do Saci
pra ver o sapo cururu e a mãe d’água cantar
na lagoa encantada bem no meio da floresta
Se eu fosse criança outra vez fugiria com Alice pro País das Maravilhas
Visitaria a princesa do castelo e a casa dos sete anões,
depois, daria uma volta na abóbora da gata borralheira
Se eu voltasse a ser criança faria o que sempre fiz
Sumiria dentro de um livro que é onde eu era feliz.
"A Arte precisa ou de solidão, ou da miséria, ou da paixão. É uma flor de rocha que exige um vento áspero e rude." (Alexandre Dumas Filho)
terça-feira, 31 de agosto de 2010
terça-feira, 17 de agosto de 2010
Parafuso
Meu inconsciente confuso
mistura nomes, palavras
poesias silêncios mudos
Gira, girando, girassóis e não
dá pra ver o que tem no fundo
fuso deste parafuso
mistura nomes, palavras
poesias silêncios mudos
Gira, girando, girassóis e não
dá pra ver o que tem no fundo
fuso deste parafuso
Meu algoz
Aprendi a rir sozinha
a falar sozinha
a ouvir o silêncio
a escutar a minha voz
Meu algoz
assim me conservas
de castigo
por eu estar contigo
Uma forma de morte?
a falar sozinha
a ouvir o silêncio
a escutar a minha voz
Meu algoz
assim me conservas
de castigo
por eu estar contigo
Uma forma de morte?
Mandala
Olho circular
pupila da mandala
Engrenagens da roda
presente passado
futuro, claro escuro
dia e noite arco íris
Circunferências da vida.
pupila da mandala
Engrenagens da roda
presente passado
futuro, claro escuro
dia e noite arco íris
Circunferências da vida.
segunda-feira, 16 de agosto de 2010
Preto-Velho
Um dia Preto Velho chorou
nos braços a criança
dor tão profunda
rasgou meu peito
lágrimas correram
coração sangrou
O destino?
Por quê?
Ah Preto Velho
não me disseste nada
fiquei assim
sem entender
a razão d’aquele triste chorar
Passados tantos anos
chorando um choro dorido
o coração sangrando
lembrei do teu choro sofrido
e entendi a razão
Aquele choro choraria
muitas vezes
vida afora
Como agora
nos braços a criança
dor tão profunda
rasgou meu peito
lágrimas correram
coração sangrou
O destino?
Por quê?
Ah Preto Velho
não me disseste nada
fiquei assim
sem entender
a razão d’aquele triste chorar
Passados tantos anos
chorando um choro dorido
o coração sangrando
lembrei do teu choro sofrido
e entendi a razão
Aquele choro choraria
muitas vezes
vida afora
Como agora
Chuva da noite
Vasos velhos meio tortos
pendendo gerânios vermelhos
sob a chuva que tamborila
No telhado e no gramado
estrelas d’água pingadas
no breu da noite
a chuva chia silêncio
pendendo gerânios vermelhos
sob a chuva que tamborila
No telhado e no gramado
estrelas d’água pingadas
no breu da noite
a chuva chia silêncio
Partindo
A mulher de costas
caminha em direção ao deserto
Céu infinito de azul.
Partindo leva a bagagem da vida
na grande bolsa marrom
para muito além
Eu, nós, sós
Como a ilha.
caminha em direção ao deserto
Céu infinito de azul.
Partindo leva a bagagem da vida
na grande bolsa marrom
para muito além
Eu, nós, sós
Como a ilha.
sexta-feira, 13 de agosto de 2010
Lembranças
Descendo morros de roças
Encantos de fins de tarde
Sob parreirais estendidos
chapéu palha abas largas
Ondina, Inês e eu
Montadas em mula chucra
Entre cantos e risadas
Ainda ecoam nos meus sonhos
Bem depois das despedidas
Adolescências cruzadas
perdidas durante a jornada
Encantos de fins de tarde
Sob parreirais estendidos
chapéu palha abas largas
Ondina, Inês e eu
Montadas em mula chucra
Entre cantos e risadas
Ainda ecoam nos meus sonhos
Bem depois das despedidas
Adolescências cruzadas
perdidas durante a jornada
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