quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Claridade

Tardes longínquas perdidas
Na correnteza dos anos.
Bancos de jardins escondidos
Escondendo amores profanos

Sou água das grotas da alma
Sou terra do mato-jardim?
Ressurjo como claridade
Nos esconderijos dentro de mim.

A miséria do mundo

A preguiça da cuíca embala a miséria
Do mundo. Explica o recheio do osso,
A saudade de veludo da carícia e
O saco cheio do desdentado.
Malícia?
Brincadeira de Deus

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Alma

Alma pássaro
pios de vida
balanços de rede
céu pinheiro azul
assoviu de vento verde
cão vagabundo
no meio da rua
flor borboleta nua
Sou lagartixa
alma que espicha
no espinho da rosa
cansada da prosa
da dor amarela
que minh'alma embala